Ela, ele e eles dois

E ela gostava muito de si mesma, mas não olhava com bons olhos para quem fazia o mesmo. Não era egoísta, mas tinha um certo desprezo generalizado pela humanidade. Pouca gente tinha lugar em sua vida. As pessoas a cansavam; mas, inacreditavelmente, gostava de ajudar quem precisasse (contanto que não precisassem bater um papo). Desconfio que esse dom-casmurrismo foi adquirido com muito esforço, como se ela tivesse trabalhado duro para forjar esse distanciamento. Numa dessas ironias da vida, que são na verdade o grande barato de se estar vivo, conheceu um rapaz simpático, do tipo que dá boa noite na

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